24 de fevereiro de 2015 Rota Alternativa para Machu Picchu, Relato da Juliane Silva
“Para chegar em Machu Picchu há caminhos para todos os gostos, físicos e bolsos: de trem, caminhando, trekking, carro, caminho inca e também existem caminhos que se conhece nas conversas com os morados e mochileiros.

Quando eu cheguei em Cusco tive um baita susto: a cidade foi feita pra turista! Por todos os lados se vê a exploração do turismo: a comida, souvenir, llamas, lojas e muitas ofertas de ida a Machu Picchu. Pra quem estiver disposto a fazer o caminho de agência tem que desembolsar pelo menos 150 dólares.

Fiquei um dia em Cusco e decidi ir pra uma cidade menor. Queria muito conhecer Ollantaytambo que é a única cidade inca habitada. De Cusco é possível ir de taxi por cerca de 20 soles ou fazer um caminho um pouco mais demorado mas mais barato pegando um ônibus até Urubamba (4 soles) e de lá uma lotação até Ollantaytambo (1,5 soles). Tive a sorte conhecer no ônibus um morador (uma das vantagens de viajar sozinha é que as pessoas se aproximam mais fácil) que me disse onde poderia ficar e comer por mais barato na cidade. O povoado é muito pequeno e rodeado por montanhas, uma vista incrível de qualquer lugar.

                                                          
Em uma conversa de praça conheci a rota alternativa a pé desde Ollantaytambo até Águas Calientes. Depois de alguns dias descansando e conhecendo a cidade decidi seguir caminho. E ele começava exatamente alí: de Ollantaytambo é possível pegar uma lotação até o km 82 por 3 soles e a partir daí começar a caminhada até o km 120.


A caminhada é muito tranquila e simplesmente não dá pra reclamar do cansaço, fome ou calor: o nevado Verônica ao lado, ruínas, montanhas verdes, o rio Urubamba sempre fazendo música como companhia, a mudança da vegetação, muitos pássaros,  cachoeiras, que inclusive é possível dar uma pausa para um banho. 

Sempre é necessário manter os ouvidos atentos ao barulho do trem, principalmente nas curvas (onde não tem muito espaço pra desviar) e apesar de proibida a passagem de pedestres pelo trilho, os maquinistas sempre me cumprimentaram e até ganhei frutas de alguns homens que estavam trabalhando na sua manutenção. Em grande parte do caminho tem uma trilhazinha paralela que ajuda bastante, principalmente para desviar dos tuneis (dá muito medo passar por um túnel CORRENDO imaginando que um trem pode estar chegando).
Levei 10 horas pra chegar em Machu Picchu mas eu caminho devagar, parei no caminho para tomar banho de cachoeira e muitas pequenas paradas pra comer frutas. Mas conheci pessoas que faziam em 7, 8 horas.

Chegando em Machu Picchu pode encontrar hospedagem por 15 soles ou armar a barraca em algum lugar mais afastado de graça. No outro dia pra subir a Machu Picchu foi cerca de uma hora e meia de escadas até as ruínas. E É MUITO LINDO! realmente, esses incas sabiam onde morar…

Fazer esse caminho sozinha me deu a chance de prestar muita atenção em cada passo que eu dava e foi assim a rota toda: silêncio na minha mente e a música do rio Urubamba do lado. Tive que como companhia os animais, a natureza e eu mesma. Não trocaria essa experiência por nada. Também fico muito feliz por não participar do monopólio e turismo abusivo da PeruRail (empresa responsável pelo trem que vai até Águas Calientes).

Cusco – Urubamba – Ollantaytambo = 5.50 soles
Ollantaytambo (5 noites) = 15 soles cada noite
Ollantaytambo -Km 82= 3 soles
Km 82 – Machu Picchu = GRÁTISS!!!
Entrada Machu Picchu = 130 soles (esqueci a carteirinha de estudante)
Subida a Machu Picchu = Grátis

Fazer uma caminhada linda no meio da natureza e ruínas: NÃO TEM PREÇO!”
                                                                     
Alguém aí também se empolgou como eu?


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    1. Anônimo

      | 4 de janeiro de 2016

      Adorei!!!!!
      Ótima alternativa para quem deseja conhecer Machu Picchu
      Obrigada por compartilhar sua experiência Juliane!!

    2. Priscila Mattos

      | 15 de junho de 2015

      Olá Guilherme! que legal que gostou! Esse é o relato da minha amiga Juliane Silva, e para mais detalhes acho legal vocês conversarem. Se quiser, te ponho em contato com ela. Me envie um e-mail: meninasdemochila@gmail.com

      abraços

    3. Guilherme Stabelin

      | 14 de junho de 2015

      Que legal, depois de muitas pesquisas no google cheguei aqui, estava procurando informações para fazer esse trajeto mas só achava algo em sites gringos com infos de 2009, 2011… Existe algum tipo de controle no KM 82 que pode impedir de continuar? Que horas você iniciou a trilha? Muito obrigado e parabéns por compartilhar tantas informações boas nesse portal.

    4. Priscila Mattos

      | 25 de maio de 2015

      Olá! desculpa a demora para responder, eu estava em mais uma aventura e fiquei away por 15 dias rs. Posso responder suas duvidas sim, me mande um email! meninasdemochila@gmail.com abraços

    5. Anônimo

      | 25 de maio de 2015

      Fala Pri, beleza? Fiquei interessado nesse roteiro. Buscava algumas info pela net e "topei" com seu relato; Posso tirar algumas dúvidas? Se você não se incomodar te passo meu e-mail depois. Aguardo resposta, valeu!

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